Nestas terras onde o peso da saudade faz parte do ser, faz parte da alma, o reencontro tem o sabor acre, amargo, salgado. O sabor a bacalhau. O sabor que faz parte da nossa história. A nossa história de dureza além-mar onde os homens escolhem o frio, o nevoeiro, a solidão. E esta solidão fica para sempre dentro deles. Mesmo numa casa povoada de família, preferem estar sós e só pensam em voltar, marear, pescar. Pescar longe do mundo, pescar longe do ser. Nessas terras onde o peso da saudade faz parte de nós.
A peça, escrita por Sandro William Junqueira, encenada por Giacomo Scalisi e interpretada por António Fonseca, Gabriel Gomes e Sofia Moura, decorre em paralelo com um jantar que vai sendo servido ao público, sob a responsabilidade da chef Rosário Pinheiro, que teve o desafio de idealizar uma refeição completa à base de bacalhau.
encenação Giacomo Scalisi
texto original Sandro William Junqueira
interpretação António Fonseca, Gabriel Gomes e Sofia Moura
gastronomia Rosário Pinheiro
direcção técnica e desenho de luz Joaquim Madaíl
co-produção Lavrar o Mar
promoção, difusão e agendamento Companhia Nacional de Espectáculos
agradecimento Museu Marítimo de Ílhavo, Junta de Freguesia de Alferce,
Casa do Povo de Alferce
QUEM VAI PARA O MAR NÃO VOLTA A TERRA é sobre a história de uma família. Fala do bacalhau, o mais português dos peixes que fala norueguês.
Esse peixe que, «não sendo português, é como se o fosse».
Giacomo Scalisi
Integrado na programação artística criada pela Lavrar o Mar – Cooperativa Cultural para a celebração do
Centenário de Elevação de Portimão a Cidade (1924-2024), ao abrigo da parceria estabelecida com o Município de Portimão.