VERSÃO PARA PÚBLICO ESCOLAR
Em Censurados: A Música que Desafiou a Ditadura, o autor e intérprete Rui David transporta-nos de volta aos anos da ditadura em Portugal. Este espetáculo cativante e educativo, pensado especificamente para o público escolar, oferece uma visão poderosa e emocionante do período em que a censura governava, limitando a liberdade de expressão e a criatividade artística.
Este espetáculo é uma celebração da Música como uma poderosa ferramenta de mudança social e política. Leva-nos numa viagem pelo tempo, revelando como os cantautores usavam as suas letras e músicas para sussurrar mensagens de esperança, liberdade e resistência. Rui David, partilha experiências e testemunhos ao longo deste espectáculo onde os estudantes serão convidados a refletir sobre o valor da liberdade de expressão e a importância de lutar pelos direitos humanos.
Censurados: A Música que Desafiou a Ditadura não apenas educa, mas também inspira jovens espectadores a valorizar a liberdade que muitos de nós hoje consideram garantida.
Numa mistura de música ao vivo, discos de vinil e gira-discos, palestra e uma visão única da história recente de Portugal, este espetáculo é uma celebração da coragem daqueles que se recusaram a ser silenciados, utilizando a música como uma arma de resistência em tempos sombrios.
VERSÃO PARA PÚBLICO GERAL
Este espetáculo foi inicialmente desenhado para escolas com o fito de abordar de forma interessante e didática o 25 de Abril e o papel da canção de intervenção na denúncia e combate à ditadura. Mais tarde, foi adaptado para se apresentar noutros contextos para público em geral, sobretudo em festivais literários.
Às vozes que cantaram contra o regime – José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Manuel Freire, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto, entre outros – juntaram-se-lhes as vozes de poetas como Sophia de Mello Breyner, Ary dos Santos, Sidónio Muralha ou Egito Gonçalves. Esse diálogo, entre poemas e canções, é suportado por uma narrativa central – uma voz principal: a de homens e mulheres, resistentes antifascistas, que foram presos, torturados ou passaram décadas na clandestinidade e que são testemunhas na primeira pessoa da crueldade de um regime que dominou Portugal durante 48 longos anos. Esses depoimentos foram cedidos pelo Museu do Aljube - Resistência e Liberdade para este espetáculo, ajudando a conferir-lhe um carácter ainda mais documental e intenso.
Assim surgiu esta versão numa homenagem à memória de todos aqueles que não se calaram e a quem devemos uma Liberdade tão duramente conquistada.
Se deixarmos de sentir esse mesmo imperativo moral, se não continuarmos a dar voz contra o que nos oprime (ou oprime o outro), até quando durarão a Democracia e a Liberdade?
criação e interpretação de Rui David
um projecto Companhia Nacional de Espectáculos
promoção, difusão e agendamento Companhia Nacional de Espectáculos
Portugal, abril de 1974.
Os capitães de abril estavam em contagem decrescente para a madrugada que pretendiam que fosse o princípio da liberdade.
Os planos estavam organizados e feitos na esperança que não fossem cometidos erros do passado. Um dos pormenores considerado importante seria a transmissão de uma segunda senha musical que desse indicação aos militares de todo o país que tudo corria como previsto.
Assim, estava indicado que, às 00h20 de 25 de abril, a partir dos estúdios da Renascença, no Chiado, em Lisboa, fosse passada a música “Venham mais cinco”, de Zeca Afonso. No entanto, surgiu um problema de última hora.
“Às duas da tarde é-nos comunicado que o ‘Venham mais cinco’ estava proibido pela censura”, lembra Carlos de Almada Contreiras, capitão de Mar e Guerra e um dos capitães de abril. Perante esta proibição, impunha-se uma “mudança tática”: escolher outra música para ser a segunda senha e reescrever “o impresso que já estava feito para o país todo a comunicar como é que as coisas se desenrolavam.
É então escolhida outra canção. “Como alentejano que sou, lembrei-me do ‘Grândola, Vila Morena’ que estava um bocado também na calha”, conta à Renascença Carlos Contreiras.
Cristiana Nascimento in rr.sapo.pt
Prof. Pedro Marujo, AE Constância

Versão para Público Escolar
Versão para Público Geral